quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Imperdível

Pontifical College Josephinum
A conferência anual da Society for Catholic Liturgy acontecerá entre os dias 20 a 23 de setembro, no Pontifical College Josephinum, que fica em Columbus, Ohio (EUA). O tema será "Bento XVI e a Sagrada Liturgia" e a dinâmica funcionará com palestras e workshops intercalados a concertos de música sacra e aos ofícios litúrgicos, inclusive as missas solenes. Ou seja, o Paraíso neste mundo.
Veja aqui a brochura com todas as informações, inclusive taxas de inscrição e acomodação. A programação completa você encontra aqui, mas não custa adiantar algumas palestras:
"The Whence and Whither of the Kiss of Peace in the Roman Rite" - Dr. Michael P. Foley, Baylor University, Waco, TX.
"Sacramental Mysticism: The Teaching of Pope Benedict and the Experience of the Saints" – Dr. Anthony Lilles, St John Vianney Theological Seminary, Denver, CO.
"Ad cenam Agni providi with Plainsong and Polyphony" – Dr. Helen Harrison.
"A City of God: Ratzinger at Regensburg" – Dr. Conrad Donakowski, University of Michigan (emeritus), Ann Arbor, MI.
"Tears in the Liturgy: Lachrymosity in the Missale Romanum since 1962" – Dr. Stephen Mirarchi, Kenrick-Glennon Seminary, St Louis, MO.
"Manifesting Heaven: Architectural Solutions for The Spirit of the Liturgy" - Matthew G. Alderman, Intern Architect, NY.
"Facing East: Is It a Liturgical Practice that Must Be Revisited Today?" – Sr. Madeline Grace, University of St Thomas, Houston, TX.
"A Hermeneutic of Continuity for 20th Century Sacred Music" - Philip Carl Smith, The University of Notre Dame, Notre Dame, IN.

quinta-feira, 26 de julho de 2007

Notas & Links

Corpus Thomisticum. Este site tem bons links e informações sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum. Trazendo para o Brasil a idéia do Lumen Gentleman (ver post abaixo), Pedro Sette Câmara, d'O Indivíduo, criou o Fórum Sal Terrae , um banco de dados para fiéis que desejam a celebração da Missa Tridentina. Aliás, muito bom este texto d’O Indivíduo, sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum. Stato della Cità del Vaticano
Muitas pessoas vêm perguntando onde comprar Missais Latim-Português, na edição de 1962. Além dos óbvios sebos, a Capela do Menino Jesus e Santa Luzia (ver endereço no quadro ao lado) vende o Missal Dominical editado pela Administração Apostólica São João Maria Vianney. Já o Missal Quotidiano você encontra aqui. Este site de música sacra traz muitos arquivos de áudio.

terça-feira, 17 de julho de 2007

O Papa e a Missa Tridentina

Há uma matéria interessante no Catholic World News, afirmando que o Papa Bento XVI utiliza regularmente o missal de 1962 (forma extraordinária do rito romano) na celebração de suas missas privadas. Segundo informa o The New Liturgical Movement, a possibilidade foi inicialmente levantada depois de uma missa pública – na forma ordinária – em que o Sumo Pontífice teria se valido de uma rubrica da liturgia tradicional: segundo consta, ele ajoelhou-se antes de elevar a hóstia consagrada. Segundo fontes nossas, haveria também a possibilidade do Papa publicamente celebrar uma Missa Tridentina (forma extraordinária do rito romano) na festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro de 2007, quando entrará em vigor o Motu Proprio Summorum Pontificum, que levantou toda e qualquer restrição sobre a liturgia tradicional.

quinta-feira, 12 de julho de 2007

Notas & Links

Talvez ainda dê tempo: palestra do Padre Laguérie, superior geral do Instituto do Bom Pastor, aqui em São Paulo/SP.
Ótima idéia: banco de dados para contatos dos fiéis e sacerdotes do mundo inteiro que desejam fazer o melhor uso possível do Motu Proprio Summorum Pontificum.
Entrevista com o Bispo Fernando Rifan, da Administração Apostólica São João Maria Vianney, sobre o Motu Proprio Summorum Pontificum.
A Administração Apostólica São João Maria Vianney lançou um DVD explicativo para ensinar os sacerdotes que desejam aprender a celebrar o rito romano em sua forma extraordinária (Missa Tridentina).

sábado, 7 de julho de 2007

O Motu Proprio: Deo Grátias

Deo grátias! Foi hoje publicado o Motu Proprio Summorum Pontificum, levantando todas as restrições sobre a liturgia pré-conciliar (a chamada Missa Tridentina – Missa de São Pio V). Apenas alguns breves comentários: (i) a Missa Tradicional poderá ser celebrada por qualquer sacerdote, sem necessidade de autorização do Bispo Diocesano; (ii) as prescrições passam a vigorar já a partir de 14 de setembro de 2007; (iii) os Bispos não terão o poder de vetar as celebrações; (iv) não foi estabelecido um número mínimo de fiéis para que seja atendido o pedido de celebração da Missa Tradicional em cada Paróquia; e (v) não haverá período experimental. Veja aqui o texto oficial em latim. Não está ainda disponível a tradução do documento em português, mas já há a versão em espanhol e em inglês. Como era esperado, o motu proprio veio acompanhado de uma carta do Santo Padre aos Bispos Diocesanos: "Amados Irmãos no Episcopado, Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração. Notícias e juízos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão. Há reacções muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projecto cujo conteúdo na realidade não era conhecido. Contrapunham-se de forma mais directa a este documento dois temores, dos quais me quero ocupar um pouco mais detalhadamente nesta carta. Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A este respeito, é preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito. Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja. Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente. Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida. Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia. Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações. Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito frequente encontrá-los. Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis. É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal. Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço. Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar. Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De facto, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo. Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»). Por conseguinte, nada se tira à autoridade do Bispo, cuja tarefa, em todo o caso, continuará a ser a de vigiar para que tudo se desenrole em paz e serenidade. Se por hipótese surgisse qualquer problema que o pároco não pudesse resolver, sempre poderia o Ordinário local intervir, mas em plena harmonia com quanto estabelecido pelas novas normas do Motu Propio. Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio. Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28). Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis. Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007. BENEDICTUS PP. XVI".

sexta-feira, 6 de julho de 2007

Boletim Oficial do Vaticano: Motu Proprio Amanhã

O Boletim de Imprensa da Santa Sé confirmou hoje (06/07/2007) que o Motu Proprio Summorum Pontificum, sobre a liturgia tradicional pré-conciliar (missa Tridentina – Missa de São Pio V), será publicado amanhã, 07 de julho de 2007, acompanhado de uma carta explicativa do Santo Padre. Os textos ficarão à disposição dos jornalistas das 9:00h às 12:00h (horário de Roma).
Amanhã, aqui, tudo sobre o motu proprio.

quarta-feira, 4 de julho de 2007

Motu Proprio Summorum Pontificum

Conforme veiculou hoje a agência de notícias francesa I. Media, (é preciso ser cadastrado para acessar o inteiro teor do texto), Summorum Pontificum é o nome do motu proprio que irá levantar as restrições sobre a chamada Missa Tridentina (Missa de São Pio V) e os demais sacramentos do rito romano tradicional. O site confirma a publicação para o próximo sábado, 07 de julho de 2007.

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Vaticano confirma o Motu Proprio

Foi hoje (28/06/2007) noticiada em comunicado oficial da Santa Sé a reunião de ontem (ver post abaixo), em que o Santo Padre apresentou a 30 Bispos o motu proprio que irá levantar as restrições sobre a chamada Missa Tridentina (Missa de São Pio V). E ainda melhor: o comunicado confirma a publicação do documento para os próximos dias.

Bruno Tolentino + 1940 - 2007

Mas canta, canta agora como a fonte borbulha, como a agulha atravessa o bordado, canta como essa luz pousa ao teu lado e te penetra e tece a nova aurora, a nova Primavera e a tessitura do ramo que obedece e se oferece para o mistério e pela criatura. Canta a alucinação, o toque enfim possível dessa mão que há de colher para perder e ter o infinito que nasce do deserto e a semente que morre se socorre tudo o que no estertor tentava ser. Canta a canção do lírio e do alecrim, essa canção que és e que na treva, na escuridão da carne, andava perto da imensidade que te invade. E assim como o imenso te ampara, ó voz tão clara que consolas e elevas, vem, desperta, matriz da eternidade e d’O sem-fim, ó mãe de Deus, canta e roga por mim...

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Motu Proprio: 07/07/2007

UPDATED: Do site alemão Kath.net, vem a notícia quentíssima: nesta quarta-feira (27/06/2007), o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, apresentou a 30 Bispos do mundo inteiro o motu proprio - já assinado - que irá levantar as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). A reunião aconteceu na Sala Bologna do Palácio Apostólico e teve também a participação do Papa Bento XVI. O documento tem 3 páginas e a sua publicação está prevista para o dia 7 de julho de 2007. As mesmas informações foram confirmadas hoje por Bruno Volpe, no Petrus, e pelo periódico francês La-Croix.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Motu Proprio na Impressão

Segundo as últimas notícias, teremos novidades muito, muito em breve. Será esta semana?

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Truth & Tolerance II

Muito boa essa entrevista de Marco Meschini, historiador medievalista e professor da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, publicada pela Agência ZENIT na semana passada, tratando das diferenças entre as Cruzadas e a Jihad islâmica: Em que sentido a “jihad” e a cruzada são “guerras santas”? Meschini: Por “guerra santa” entendemos uma guerra com dois elementos característicos: para quem adere a ela, é uma guerra dirigida por Deus por seus legítimos representantes; em segundo lugar, participar dela abre as portas do Paraíso. No caso da jihad se deve recordar uma passagem do Alcorão fundamental: “Combatei contra aqueles que, tendo recebido a Escritura, não crêem em Alá nem no último Dia, nem proíbem o que Alá e Seu Enviado proibiram, nem praticam a religião verdadeira, até que, humilhados, paguem o tributo diretamente!” (9, 29). É Alá quem quer a “jihad”, Alá é santo, portanto a “jihad” é santa, uma guerra santa. Pelo que se refere ao segundo aspecto - a entrada no Paraíso -, é preciso recordar um “hadit” (um pensamento de Maomé com valor normativo): “Sabei que o Paraíso está à sombra das espadas”. Também, o “mujahid”, o “combatente da jihad”, em caso de morte é considerado um “mártir”, “shahid”, “testemunha”, o mesmo sentido literal da palavra grega “martyr”, “mártir”. É considerado tão santo que seu corpo não deve ser lavado antes da cremação, como prescreveria a lei islâmica, e pode inclusive transpassar parte da própria santidade aos parentes.
Você, contudo, considera que “cruzada” e “jihad” são “assimétricas”. O que as distingue? Meschini: Também a cruzada - para os cristãos da Idade Média - era querida por Deus, no sentido de que os Papas a pregaram, ligando-a à remissão das penas e os pecados cometidos pelos participantes. E o grito de batalha dos cruzados era: “Deus o quer!”. Uma primeira assimetria é justamente esta: a “jihad” abre diretamente as portas do Paraíso, a cruzada não, porque se entende como parte do processo que pode conduzir ao homem pecador ao Paraíso. Mas há, contudo, outras assimetrias maiores. Sobretudo, a “jihad” é tanto defensiva como agressiva, ou seja, instrumento de difusão da religião islâmica que - recordemos - significa “submissão” a Alá. A cruzada, ao contrário, nasceu só depois de mais de um milênio de cristianismo e com um objetivo limitado: recuperar Jerusalém e a Terra Santa, injustamente ocupadas pelos muçulmanos. Mas é preciso acrescentar que, no curso de uma história plurissecular, houve também cruzadas de expansão, ainda que sem que a idéia original se perdesse completamente.
Você também considera que a “jihad” é co-essencial ao Islã, e afirma que a “cruzada” não é para o cristianismo. Meschini: É a assimetria mais radical. Como disse, a guerra santa é uma prescrição corânica - e o Alcorão é a Palavra de Alá, eterna e imutável - praticada por Maomé e dotada de toda uma série de regras acessórias. Ainda hoje, para todos os islâmicos, a “jihad” é o “sexto pilar” do Islã, ou seja, um dos preceitos que constituem a identidade de sua religião. Vice-versa, não existe nenhum texto sagrado cristão que fale de uma guerra semelhante, nem o modelo, que é Cristo, a prevê, ao contrário! Por isso, a cruzada, certamente surgida em um contexto cristão, não precisa se repetir em outros contextos cristãos; nem tem a ver com o “kerigma”, “o núcleo” da revelação cristã. Falar de “jihad” e cruzadas hoje não implica o risco de tornar mais difícil o diálogo entre cristianismo e islã?
Meschini: Qual é o objetivo do diálogo? Eu penso que é conhecer-se melhor e, se é possível, chegar a um nível superior de verdade. Portanto, a verdade, ou ao menos a honestidade intelectual, é uma premissa, ou melhor, uma condição irrenunciável do diálogo. Por isso, eu quis desmascarar alguns comentaristas que, após contorções verbais, tentam camuflar a verdade histórica, jurídica e teológica ligada ao tema da “jihad”. O que queria dizer o Papa em Ratisbona quando falou do discurso de Manuel II Paleólogo sobre estes temas? Meschini: Bento XVI foi muito claro: a fé e a verdade podem ser propostas e difundidas só de intelecto a intelecto e de coração a coração, em um mútuo intercâmbio de razão e credo. E, portanto, expandir a própria religião “com a espada” é uma monstruosidade antitética ao “Logos”, à Razão, ou seja, a Deus. E a violenta reação de tantos às suas palavras foi - dramaticamente - uma involuntária, mas “perfeita” resposta de confirmação a seu discurso.

segunda-feira, 18 de junho de 2007

Mais Novidades

Na edição de ontem do italiano Il Giornale, Andrea Tornielli confirma os rumores dos últimos dias e traz novos detalhes sobre a iminente publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V).
Além de confirmar que o documento já foi assinado pelo Papa Bento XVI, ele afirma que a fundamentação teológica estará amparada num parecer preparado em 1982 pela Congregação para a Doutrina da Fé, que sob o comando do então Cardeal Ratzinger, havia decidido que a utilização dos livros litúrgicos pré-conciliares deveria ser estendida a toda a Igreja, recomendando ainda diversas medidas contra os abusos na liturgia, além de uma possível reunião do antigo e do novo rito.

sexta-feira, 15 de junho de 2007

Novidades do Motu Proprio

No site italiano Petrus, Bruno Volpe afirma que o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) será publicado antes que o Papa Bento XVI saia de Roma para as férias de verão, em Castelgandolfo: "sarà pubbblicato poco prima della partenza di Benedetto XVI per le vacanze estive". Um grande amigo do Papa, Mons. Nicola Bux, afirma que é realmente uma questão dias. Ainda segundo o artigo, o documento está pronto, assinado e na fase final de tradução. Além disso, o motu proprio virá mesmo acompanhado de uma longa carta com todos os fundamentos teológicos da liberação e será apresentado em uma entrevista coletiva dos Cardeais Arinze, Hoyos e Herranz.
A informação de Bruno Volpe vem de encontro com a previsão feita ontem pelo STL Today, de que o documento poderia ser publicado em 14 de julho, data em que São Pio V publicou os textos litúrgicos que deveriam ser utilizados para sempre, no ano de 1570.
Outra informação bastante significativa é a carta do Presidente da Federação Internacional Una Voce, relatando o seu encontro pessoal com o Papa Bento XVI na Audiência da última quarta-feira (13/06/2007). Segundo ele, o Papa teria garantido a publicação iminente do motu proprio.

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Algumas sobre o Motu Proprio

Embora da semana passada, as notícias mais recentes sobre o motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) dão conta de que o documento se encontra no departamento de cartas latinas, para tradução. De outro lado, William Cardozo chamou-me a atenção para esse artigo do jornal paraguaio ABC Color, que destacou as declarações de Mons. Ignacio Gogorza, presidente da Conferência dos Bispos do Paraguai, de que os bispos do Caribe e da América Latina aceitaram por unanimidade o motu proprio anunciado pelo Cardeal Hoyos no CELAM.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

Notas & Links

Vista aérea do Thomas Aquinas College
Isso é educação de excelência. Um programa universitário de catholic liberal education baseado nos Great Books, em que os alunos passam 4 anos no paraíso, lendo Homero, Virgílio, Dante e Chaucer. Estudando matemática com os Elementos, de Euclides e o Timeu, de Platão. Fazendo aulas de laboratório com os textos de Aristóteles, Pascal e Einstein. Filosofia e Teologia com Santo Tomás. Música? Boécio e as sonatas de Mozart. E uma intensa vida litúrgica (há também a celebração de Missa Tridentina uma vez ao mês). E você aí, "estudando" o Chico Buarque como grande escritor. Veja o curriculum e fique impressionado.
Um site com locais e horários das Missas Tradicionais (Missa de São Pio V) no mundo inteiro. Atenção: nem todas as indicações estão em comunhão com a Igreja.
A discussão voltou à tona nesses últimos dias. Você acredita que o 3º segredo de Fátima foi revelado integralmente? Alguns rumores interessantes sugerem que não, enquanto outros apostam que sim.
Esse site conta a história dos rosários.
Veja também esse artigo sobre a série Heroes: santidade, fenômenos místicos e milagres.

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Cardeal Bertone e o Motu Proprio

Depois de mais uma previsão furada neste último fim-de-semana, começam agora a surgir novas confirmações da proximidade da publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Ontem (03/06/2007), no diário italiano Avvenire – jornal oficial da Conferência dos Bispos da Itália -, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, anunciou que "não teremos de esperar muito para vê-lo publicado. O Papa está pessoalmente interessado em que isso aconteça. Ele o explicará em uma carta de acompanhamento, esperando uma serena recepção".

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Amanhã?

No Telegraph de hoje, Damien Thompson afirma que um certo monsenhor, muito próximo ao Papa Bento XVI, teria confirmado a publicação do tão esperado motu proprio levantando as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Quando? Amanhã, dia 2 de junho de 2007.
Já alertamos a respeito de datas exatas e inside informations infalíveis, mas não custa apontar que a dica foi dada pelo insuspeito Fr. Z, que não costuma se empolgar muito com qualquer tipo de palpite. De Roma, ele diz também que esteve ontem à noite com uma fonte MUITO bem informada, segundo a qual o documento já estaria assinado. Amanhã a gente conversa.

quinta-feira, 31 de maio de 2007

Save the Liturgy, Save the World

For the record: o jornal italiano Il Reformista destacou a audiência do Papa Bento XVI com Robert Spaemann no último domingo (ver post abaixo). Reconhecendo que pouco se sabe do que foi tratado, afirma que o professor alemão teria saído do encontro bastante confiante na publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina (Missa de São Pio V) para muito em breve. Segundo o artigo, a promulgação seria ainda para este mês, o que é virtualmente impossível, já que maio se esgota nas próximas horas. Esqueça as previsões exatas. O motu proprio virá. Save the Liturgy, Save the World.

terça-feira, 29 de maio de 2007

Motu Proprio: Update

Em tempo: O jornal alemão Der Spiegel noticiou ontem (28/05/2007) que o motu proprio para liberação da Missa Tridentina deverá ser publicado ainda nesta semana: "diese Woche"! A fonte é confiável e o fim de maio encaixa-se com o que havia sido prometido pelo Papa a Alice von Hildebrand. A probabilidade real, no entanto, continua a ser um mistério.
Além disso, Shawn Tribe, do The New Liturgical Movement , chama a atenção para o fato de que o Boletim do Vaticano informou neste último domingo (27/05/2007) o encontro do Papa Bento XVI com Robert Spaemann, Professor Emérito da Universidade de Munique e Presidente da Associação Pro Missa Tridentina. É possível que o motu proprio tenha sido discutido.

segunda-feira, 28 de maio de 2007

Novos Rumores do Motu Proprio

Ainda que seja o rumor dos rumores – há quem preveja uma gloriosa publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina para amanhã (29/05/2007), ao final da Peregrinação a Chartres (ver post abaixo). Aliás, veja aqui as fotos mais recentes enviadas pelos peregrinos.
Nesse último fim-de-semana, todos os sites ligados à liturgia tradicional deram destaque ao pronunciamento do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, sobre a questão do motu proprio. Independentemente de todas as ressalvas que possam ser feitas à Fraternidade, o discurso é bastante relevante ao examinar as posições internas conflitantes da Cúria Romana em relação à postura litúrgica tradicional do Papa Bento XVI. As partes 6 e 7 são o ponto central.

quinta-feira, 24 de maio de 2007

Pèlerinage à Chartres

Sábado começa a 25ª Peregrinação a Chartres, realizada anualmente em Pentecostes pelos movimentos tradicionalistas franceses. Os peregrinos saem da Notre Dame de Paris e caminham durante 3 dias as 75 milhas que levam até a Catedral de Chartres.
Nas fotos do ano passado, toda a beleza da reverência e dos atos de piedade.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Truth & Tolerance

Acabo de ler A Idéia Patrística do Anticristo, do Cardeal Newman - que demoraria ainda dez anos para se converter ao catolicismo – e encontrei no apêndice este trecho de uma carta interessante escrita por Samuel Horsley no final do século XVIII:
"Nos tempos do Anticristo, a Igreja de Deus sobre a terra, como bem podemos imaginar, verá fortemente reduzido o número aparente de seus fiéis, em razão da deserção dos poderes deste mundo. Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sob a aparência de tolerância universal. Mas tal tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência, mas de um desígnio de minar o cristianismo pela multiplicação e o fomento das seitas. Essa pretensa tolerância irá muito além de uma justa tolerância, inclusive no que toca às diferentes seitas de cristãos. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma. Todas as Igrejas estabelecidas serão deixadas de lado. Da tolerância das mais terríveis heresias passarão logo à tolerância do islamismo, do ateísmo e, por fim, à perseguição explícita da verdade do cristianismo".
Nas meditações da Quaresma deste ano, o Cardeal Giacomo Biffi disse algo parecido, alertando a cúria romana para um anticristo ecumênico, pacifista e ecológico. Foi chamado de louco. Afinal, o verdadeiro apocalipse é o aquecimento global.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Motu Proprio nas Próximas Semanas

Depois do discurso feito em Aparecida – ver post abaixo -, em que informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a intenção do Papa Bento XVI em promulgar o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos anunciou que o documento está previsto para as próximas semanas.
Em entrevista concedida à agência mexicana Notimex e divulgada no periódico Milenio de ontem (17/05/2007), além de prever a publicação do motu proprio para muito em breve, o Cardeal Hoyos destacou que o Papa quer "conservar para a humanidade um tesouro que santificou a Igreja por mais de mil anos: o rito codificado por São Pio V; esse tesouro, essa expressão cultural, essa língua que foi língua da Igreja desde o primeiro momento", ressaltando também que Bento XVI "ama a liturgia" e por isso deseja manter o rito tradicional, segundo os livros de 1962.
Tratando especificamente dos lefebvristas, explicou também que eles "não são cismáticos, têm apenas uma suspensão os sacerdotes por exercer de forma ilícita e os bispos excomungados, porque ao ordenar outros bispos sem permissão de Roma, têm este castigo latae sententiae (no momento)".

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Motu Proprio no CELAM: “É chegado o tempo”

A notícia não poderia ser mais animadora. Em discurso feito anteontem (14/05/2007) no CELAM, em Aparecida, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a iminente intenção do Santo Padre em promulgar um motu proprio para a liberação da Missa Tridentina e da liturgia tradicional. O Cardeal Hoyos é Presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, criada pelo Papa João Paulo II para acolher os fiéis tradicionalistas que desejavam permanecer em comunhão com a Igreja, quando da excomunhão do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, em 1988.
O discurso é muito sereno e percebe-se claramente que o Cardeal não está debatendo a questão ou pedindo qualquer opinião dos bispos. Ao contrário, ele parece apenas comunicar um fato iminente, a pedido do próprio Papa Bento XVI, que havia preparado o terreno na semana anterior, com suas contundentes intervenções sobre os abusos na liturgia e a doutrina tradicional da Igreja, conforme tratei no post abaixo.
Seguem abaixo os trechos mais importantes do discurso do Cardeal Hoyos, em Aparecida:
"(...) Na verdade, trata-se de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer colocar à disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à antiga liturgia. A recuperação dessa riqueza une-se à não menos preciosa da atual liturgia da Igreja.
Por essas razões, o santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII, em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por essa razão o Santo Padre pensa que é chegado o tempo de facilitar, como havia querido a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia, fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. (...)" (os destaques são meus).

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A Visita do Papa

Desafiando a intolerância mal disfarçada da intelligentsia brasileira, o Papa Bento XVI teve uma passagem gloriosa pelo país. Foi paciente com os vexames diplomáticos e a falta de educação da cúpula presidencial e reafirmou toda a doutrina com contundência e serenidade. Não, não se mata em nome da liberdade individual. E não, hedonismo não é liberdade. A Igreja não deve render culto à ideologia e a interesses partidários. E exortou os bispos a uma dolorosa obediência a Roma.
Tocou a piaga dos abusos na liturgia: na Catedral da Sé, falou da necessidade de "devolver à Liturgia o seu caráter sagrado. É com esta finalidade que o meu Venerável predecessor na Cátedra de Pedro, João Paulo II, quis renovar ‘um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística’ (...) ‘A liturgia jamais é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios’ (Carta encl. Ecclesia de Eucharistia, n. 52). Redescobrir e valorizar a obediência às normas litúrgicas por parte dos Bispos, como ‘moderadores da vida litúrgica da Igreja’, significa testemunhar a própria Igreja, una e universal que preside na caridade".
E também na Missa de canonização de Santo Antônio de Sant’anna Galvão, lembrou os fiéis de que "na Sagrada Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja (...). Eles (os cristãos) devem poder conhecer a fé da Igreja, através dos seus ministros ordenados, pela exemplaridade com que estes cumprem os ritos prescritos que estão sempre a indicar na liturgia eucarística o cerne de toda obra de evangelização. Por sua vez, os fiéis devem procurar receber e reverenciar o Santíssimo Sacramento com piedade e devoção".
Foi acusado de obscurantismo. Estranho seria se o compreendessem, que o orgulho é uma coisa terrível. A vinda do Papa foi um chamado à santidade.

segunda-feira, 7 de maio de 2007

A Polêmica do Limbo

La Discesa al Limbo, de Giotto.
Sobre as besteiras que andam sendo ditas sobre o limbo. O tão falado estudo feito pela ITC – International Theological Comission não é um documento papal nem possui natureza de Magistério da Igreja e, portanto, não poderia nunca "abolir a existência do limbo". A bem da verdade, o parecer - divulgado com o aval do Papa - conclui que deve haver esperança na salvação das crianças mortas sem o sacramento do Batismo, mas afirma também que o limbo permanece uma opinião teológica possível. Ou seja, nada além do que já dizia o Catecismo: "Quanto às crianças, mortas sem Batismo, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus".

sexta-feira, 4 de maio de 2007

O Motu Proprio

Studio do Cardeal Newman No periódico britânico Telegraph, Damien Thompson confirma o dia 05 de maio (Festa de São Pio V) como a data mais provável para a publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre "the beautiful Latin Tridentine Mass". De outro lado, Bernard Fellay, Superior Geral da cismática FSSPX, afirmou nessa semana que a publicação em maio é possível, dando, no entanto, o final do ano como época mais provável. É realmente muito difícil prever ou confiar em qualquer declaração que afirme com certeza uma data exata, mas a promulgação parece mesmo iminente. Nesse meio tempo, surgem também rumores de que o motu proprio poderá ser editado ad experimentum, por um período inicial de 5 anos. Por fim, as acusações de anti-semitismo que surgiram na semana passada – de que no rito antigo haveria orações ofensivas à comunidade judaica - são apenas uma tentativa infame, mal-intencionada e desesperada de impedir a publicação do motu proprio e, naturalmente, não funcionaram. O Cardeal Walter Kasper pronunciou-se perante o International Council for Christians and Jews: "Se de um lado eu não sei o que o Papa pretende dizer em seu texto final, está claro que a decisão tomada não pode agora ser modificada". Rezemos para que seja verdade.

sexta-feira, 20 de abril de 2007

Notas & Links

O uso do véu: mulieres autem, capite cooperto et modeste vestitae, maxime cum ad mensam Dominicam accedunt. Ouça e aprenda a cantar este Credo, com as igrejas de Bruxelas em plano de fundo. Milagres eucarísticos impressionantes. Dom Vital e a Maçonaria: a luta do extraordinário bispo de Olinda contra as sociedades maçônicas que dominavam o Brasil na época do Império. Não consigo deixar de sorrir ao imaginar a sua chegada em Roma e a acolhida calorosa que lhe deu o Papa Pio IX: "Mio caro Olinda, mio caro Olinda..." Canto gregoriano: saiba e ouça os cantos de todas as Missas do ano, no calendário litúrgico tradicional. Olavo de Carvalho no JB de ontem: Se nem a ciência nem a religião podem dar uma resposta satisfatória e universal sobre quando começa a vida, todo aborto é uma aposta cega na inocência do ato que tem cinqüenta por cento de chance de ser um homicídio. Falando no assunto, veja como protestar contra o grupo abortista "Católicas" pelo Direito de Decidir, sediado em um edifício carmelita (!!!) em São Paulo/SP. TOP 10 táticas para a "reconquista litúrgica", depois da publicação do motu proprio liberando a Missa de sempre. Nesta última terça-feira (17/04/2007), o Padre Eberhard von Gemmingen, responsável pelas transmissões em alemão da Rádio do Vaticano, também tratou do motu proprio, mostrando-se esperançoso com a proximidade da liberação da liturgia romana tradicional.

segunda-feira, 16 de abril de 2007

Metamorfose

Sacerdotes e acólitos da FSSP demonstram como preparar o altar-mesa de uma igreja moderna para a celebração da Missa Tridentina. Tudo em 15 minutos. Gosto especialmente do modo encontrado para posicionar o Sacrário. A questão da arquitetura interna das novas igrejas era algo que me preocupava para a retomada da Missa de sempre, mas essa metamorfose prova que a readaptação tradicional pode ser feita rapidamente e em qualquer paróquia.

quarta-feira, 11 de abril de 2007

Rumores do Motu Proprio

Como sempre acontece depois de mais uma previsão furada da data de promulgação do motu proprio liberando a celebração da Missa Tridentina, novos rumores começam a aparecer.
Em artigo de ontem (10/04/2007), o periódico italiano Il Tempo invoca uma insondável "fonti attendibili in Vaticano" para afirmar que a publicação acontecerá na próxima segunda-feira, 16/04/2007, data do 80º aniversário do Papa Bento XVI.
Outros prevêem para Maio, apontando o dia 5 como a data mais provável, por ser "the old feast day for Pope Pius V". Por enquanto, só resta rezar e esperar.

segunda-feira, 2 de abril de 2007

Mais Notícias do Motu Proprio

Em artigo publicado ontem (01º/04/2007) na revista semanal do jornal francês Le Figaro, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, confirmou a proximidade do esperado motu proprio liberando o uso da Missa Tridentina: “O mérito da reforma litúrgica conciliar está intacto. Mas seja para não perder a grande herança litúrgica deixada por São Pio V, seja para garantir a vontade daquele fiéis que desejam atender às Missas celebradas no rito tradicional, nos termos do Missal publicado em 1962 pelo Papa João XXIII, com seu próprio calendário, não existe nenhuma razão legítima para impedir que os padres do mundo inteiro tenham o direito de celebrar desse modo. A autorização do Supremo Pontífice irá evidentemente preservar a validade do rito de Paulo VI. A publicação do motu proprio que especificará essa autorização acontecerá, mas será o próprio papa quem irá explicar seus motivos e os limites de sua decisão. O Soberano Pontífice explicará pessoalmente a sua visão para o uso do Missal antigo, ao povo cristão e, particularmente, aos Bispos”.

terça-feira, 27 de março de 2007

IBP no Brasil

Sem muito alarde, foi inaugurada neste mês de março a sede do Instituto do Bom Pastor no Brasil. O IBP é uma sociedade de vida apostólica de direito pontifício instituída pela Santa Sé em setembro do ano passado, conforme as regras do direito canônico, e já estava presente na França, Itália, Colômbia e Chile. O rito próprio do Instituto é única e exclusivamente a liturgia romana tradicional, nos termos dos livros de 1962. A sede brasileira foi instalada em São Paulo/SP e já estão sendo regularmente celebradas as Missas no rito de São Pio V (veja informações no quadro ao lado).

segunda-feira, 19 de março de 2007

Notícias do Motu Proprio

Segundo artigo de Marco Tosatti, divulgado sábado passado (17/03/2007) no jornal La Stampa, de Turim, o motu proprio liberando o uso da Missa Tridentina está pronto e deverá ser publicado entre a Festa da Anunciação (25 de março) e a Páscoa. Aparentemente, o documento é extremamente fundamentado ("blindatissimo") e, de acordo com fontes confiáveis, possibilitará que os fiéis (no mínimo 30) tenham o direito de pedir a celebração da Missa Tradicional em qualquer paróquia. A informação foi confirmada pelo vaticanista Luigi Accattoli, no Corriere della Sera de ontem (18/03/2006). No artigo "La Linea Ratzinger", ele afirma que alguns predizem a publicação do motu proprio para 25 de março, outros para a quinta-feira santa. Afirma ainda que a intenção do papa seria a de possibilitar "que vários ritos possam conviver, favorecendo mutuamente o pluralismo e a tradição".

quarta-feira, 14 de março de 2007

Sacramentum Caritatis

Tudo bem, não veio o esperado motu proprio liberando a Missa Tridentina – talvez agora ainda um pouco mais longe -, mas a Exortação Apostólica Pós-Sinodal Sacramentum Caritatis , divulgada ontem pelo Vaticano, destacou alguns pontos extremamente importantes em relação aos abusos na liturgia: "A relação entre mistério acreditado e mistério celebrado manifesta-se, de modo peculiar, no valor teológico e litúrgico da beleza. De facto, a liturgia, como aliás a revelação cristã, tem uma ligação intrínseca com a beleza: é esplendor da verdade (veritatis splendor). (...) Referimo-nos aqui a este atributo da beleza, vista não enquanto mero esteticismo, mas como modalidade com que a verdade do amor de Deus em Cristo nos alcança, fascina e arrebata, fazendo-nos sair de nós mesmos e atraindo-nos assim para a nossa verdadeira vocação: o amor" "A beleza da liturgia pertence a este mistério; é expressão excelsa da glória de Deus e, de certa forma, constitui o céu que desce à terra. O memorial do sacrifício redentor traz em si mesmo os traços daquela beleza de Jesus testemunhada por Pedro, Tiago e João, quando o Mestre, a caminho de Jerusalém, quis transfigurar-Se diante deles (Mc 9, 2). Concluindo, a beleza não é um factor decorativo da acção litúrgica, mas seu elemento constitutivo, enquanto atributo do próprio Deus e da sua revelação. Tudo isto nos há-de tornar conscientes da atenção que se deve prestar à acção litúrgica para que brilhe segundo a sua própria natureza". "37. Visto que a liturgia eucarística é essencialmente acção de Deus (actio Dei) que nos envolve em Jesus por meio do Espírito, o seu fundamento não está à mercê do nosso arbítrio e não pode suportar a chantagem das modas passageiras. Vale aqui também, sem dúvida, a advertência de São Paulo: « Ninguém pode pôr outro fundamento diferente do que foi posto, isto é, Jesus Cristo » (1 Cor 3, 11)". "a arte da celebração é a melhor condição para a participação activa (actuosa participatio).(114) Aquela resulta da fiel obediência às normas litúrgicas na sua integridade, pois é precisamente este modo de celebrar que, há dois mil anos, garante a vida de fé de todos os crentes, chamados a viver a celebração enquanto povo de Deus, sacerdócio real, nação santa (1 Pd 2, 4-5.9).(115)". "Verdadeiramente, em liturgia, não podemos dizer que tanto vale um cântico como outro; a propósito, é necessário evitar a improvisação genérica ou a introdução de géneros musicais que não respeitem o sentido da liturgia. Enquanto elemento litúrgico, o canto deve integrar-se na forma própria da celebração; (128) consequentemente, tudo — no texto, na melodia, na execução — deve corresponder ao sentido do mistério celebrado, às várias partes do rito e aos diferentes tempos litúrgicos.(129) Enfim, embora tendo em conta as distintas orientações e as diferentes e amplamente louváveis tradições, desejo — como foi pedido pelos padres sinodais — que se valorize adequadamente o canto gregoriano,(130) como canto próprio da liturgia romana.(131)". "A este respeito, porém, durante o Sínodo dos Bispos foi sublinhada a conveniência de moderar este gesto (a saudação da paz), que pode assumir expressões excessivas, suscitando um pouco de confusão na assembleia precisamente antes da comunhão. É bom lembrar que nada tira ao alto valor do gesto a sobriedade necessária para se manter um clima apropriado à celebração, limitando, por exemplo, a saudação da paz a quem está mais próximo.(150)". "A fim de exprimir melhor a unidade e a universalidade da Igreja, quero recomendar o que foi sugerido pelo Sínodo dos Bispos, em sintonia com as directrizes do Concílio Vaticano II: (182) exceptuando as leituras, a homilia e a oração dos fiéis, é bom que tais celebrações sejam em língua latina; sejam igualmente recitadas em latim as orações mais conhecidas (183) da tradição da Igreja e, eventualmente, entoadas algumas partes em canto gregoriano. A nível geral, peço que os futuros sacerdotes sejam preparados, desde o tempo do seminário, para compreender e celebrar a Santa Missa em latim, bem como para usar textos latinos e entoar o canto gregoriano; nem se transcure a possibilidade de formar os próprios fiéis para saberem, em latim, as orações mais comuns e cantarem, em gregoriano, determinadas partes da liturgia".

segunda-feira, 12 de março de 2007

Missale Romanum

Outro dia alguém me perguntou se eu era católico praticante. Fiquei um tempo pensando se haveria algum outro modo de ser católico, e depois disse que sim. "Ah, então você tem que ir à Missa?" Fiquei outro tempo pensando em como eu iria explicar que os sacramentos são dons gratuitos destinados à nossa salvação, por amor de Deus à humanidade. Que seria no mínimo estupidez fazer pouco caso deles, mais ou menos como tocar fogo no bote salva-vidas quando o navio está prestes a afundar. Que, entre todos, a Eucaristia instituída por Cristo na Última Ceia é o centro da vida cristã, e que, como católico, eu acredito na Presença Real: em como explicar que, por algum modo sublime e misterioso, aquela hóstia recebida na comunhão não é um simples pedaço de pão, mas verdadeiramente o Corpo de Cristo, e que o vinho consagrado também é verdadeiramente o Seu Sangue. E que por isso o sacrifício do Calvário é renovado a toda e cada Santa Missa celebrada, ou seja, que Cristo está ali, morrendo novamente por você, e você simplesmente não quer estar lá? De modo que naquele momento eu fiquei meio sem jeito e respondi apenas que não conseguia imaginar porque alguém iria obrigado à Missa. A conversa tomou outro caminho e fui embora pensando em tudo aquilo, em como, mesmo entre católicos, poucas pessoas têm hoje em dia uma noção exata do sentido sobrenatural que envolve o sacrifício da Missa, um senso do próprio Mistério. E não posso deixar de ter a mais absoluta certeza de que os abusos na liturgia são o grande culpado por esse descolamento da realidade religiosa. A ambigüidade do Concílio Vaticano II – especificamente na instituição do Novus Ordo - abriu a possibilidade de verdadeiras profanações e, com isso, da perda total do sentido da Missa. São as danças, as palmas, as músicas profanas – já condenadas em documentos recentes do Vaticano (a Instrução Redemptionis Sacramentum; a Encíclica Ecclesia de Eucharistia) -, o desdém de muitos padres na hora da Comunhão, a politização das homilias, a transformação da "Paz" em um evento interminável, onde as pessoas se abraçam e se beijam, enfim, diversos fatores que apenas confundem os fiéis, dando a entender que o sacrifício da Missa é apenas uma grande festa da comunidade. Nada mais. O sentido do Mistério fica completamente descartado, em troca de uma celebração materialista onde se fala de tudo, menos da salvação das almas. Eu penso na verdadeira devoção dos Santos pela Santa Missa e fico imaginando o choque que essa "protestantização" lhes iria causar. O Padre Pio (São Pio de Pietrelcina), que teve a graça de receber os estigmas de Cristo, chorava e sofria durante toda a celebração que realizava, e, ao ser perguntado como deveríamos assistir à Missa, respondia: "Como assistiram a Santíssima Virgem e as piedosas mulheres. Como assistiu S. João Evangelista ao Sacrifício Eucarístico e ao Sacrifício cruento da Cruz". E você sambando? Batendo palmas? É por isso que a preservação da liturgia é a preservação do próprio Mistério da Cruz. A preservação da realidade da Paixão. Mas a morte não é assunto muito popular. "Espanta fiéis". E esse véu sobre o sofrimento acaba se tornando também um véu na consciência sobre a própria Verdade. Mas o fato é que falar dessa preservação litúrgica significa falar na Missa Tridentina, promulgada pelo Concílio de Trento em 1570, quando foram unificados os ritos sacramentais da Santa Missa utilizados pela Igreja desde os primórdios do Catolicismo, até o Vaticano II. É impossível deixar de imaginar que, se houvesse uma máquina do tempo e alguém se dispusesse a voltar para, vamos dizer, Nicéia em 780, Florença em 1368, ou, mais recentemente, Coréia em 1950, provavelmente assistiria à mesma celebração. E como não ver beleza nisso? O Santo Padre, Papa Bento XVI, vem anunciando a liberação irrestrita da Missa de sempre - assim declarada e garantida por São Pio V na Bula Quo primo tempore -, com intenção de facilitar uma celebração que atualmente necessita da autorização – na maior parte das vezes recusada – do Bispo local. E liberar a Missa Tradicional significa possibilitar ao maior número de pessoas a mais perfeita forma de expressão da Fé na Sagrada Eucaristia, uma garantia contra profanações, o acesso a um tesouro cultural da humanidade, a coibição a liberdades pessoais de ortodoxia duvidosa, significa prover senso de Mistério e do sobrenatural, a restauração da humildade e reverência (resguardando a consciência da Presença Real), e, por tudo isso, significa mesmo um retorno à continuidade litúrgica, com toda a sua riqueza teológica. É a possibilidade de estender a muitos a oportunidade de participar do Santo Sacrifício, tal como foi sempre celebrado. De outro lado, é evidente que a nova Missa constitui sacramento válido e que pode chegar a proporcionar um sentido sobrenatural do Mistério, sem deturpação. Basta assistir ao rito novo celebrado em latim – como faz o Opus Dei, por exemplo -, ou à celebração solene de alguns mosteiros ou do próprio Vaticano, com canto gregoriano ou polifonia, para notar que isso é possível. Mas, de verdade, temo que as celebrações corretas sejam as exceções que apenas confirmam a regra. A possibilidade de más celebrações e de profanação da Verdade são mesmo uma janela aberta ao infinito, no Novus Ordo. Ainda assim, nada justifica a revolta tradicionalista de grupos cismáticos. Por mais justa que a causa pareça, se um Papa lhe roga "pelas Chagas de Cristo" que não faça algo – seja beber um copo d’água, atravessar a rua ou ordenar sacerdotes -, você simplesmente não faz. Prudentia est recta ratio agibilium, já dizia Santo Tomás. A lição é essa. Na dúvida, sempre com o Papa. E Santo Tomás.