UPDATED: Do site alemão Kath.net, vem a notícia quentíssima: nesta quarta-feira (27/06/2007), o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, apresentou a 30 Bispos do mundo inteiro o motu proprio - já assinado - que irá levantar as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V).
A reunião aconteceu na Sala Bologna do Palácio Apostólico e teve também a participação do Papa Bento XVI. O documento tem 3 páginas e a sua publicação está prevista para o dia 7 de julho de 2007. As mesmas informações foram confirmadas hoje por Bruno Volpe, no Petrus, e pelo periódico francês La-Croix.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
segunda-feira, 25 de junho de 2007
quinta-feira, 21 de junho de 2007
Truth & Tolerance II
Muito boa essa entrevista de Marco Meschini, historiador medievalista e professor da Universidade Católica do Sagrado Coração de Milão, publicada pela Agência ZENIT na semana passada, tratando das diferenças entre as Cruzadas e a Jihad islâmica:
Em que sentido a “jihad” e a cruzada são “guerras santas”?
Meschini: Por “guerra santa” entendemos uma guerra com dois elementos característicos: para quem adere a ela, é uma guerra dirigida por Deus por seus legítimos representantes; em segundo lugar, participar dela abre as portas do Paraíso. No caso da jihad se deve recordar uma passagem do Alcorão fundamental: “Combatei contra aqueles que, tendo recebido a Escritura, não crêem em Alá nem no último Dia, nem proíbem o que Alá e Seu Enviado proibiram, nem praticam a religião verdadeira, até que, humilhados, paguem o tributo diretamente!” (9, 29). É Alá quem quer a “jihad”, Alá é santo, portanto a “jihad” é santa, uma guerra santa. Pelo que se refere ao segundo aspecto - a entrada no Paraíso -, é preciso recordar um “hadit” (um pensamento de Maomé com valor normativo): “Sabei que o Paraíso está à sombra das espadas”. Também, o “mujahid”, o “combatente da jihad”, em caso de morte é considerado um “mártir”, “shahid”, “testemunha”, o mesmo sentido literal da palavra grega “martyr”, “mártir”. É considerado tão santo que seu corpo não deve ser lavado antes da cremação, como prescreveria a lei islâmica, e pode inclusive transpassar parte da própria santidade aos parentes.
Você, contudo, considera que “cruzada” e “jihad” são “assimétricas”. O que as distingue?
Meschini: Também a cruzada - para os cristãos da Idade Média - era querida por Deus, no sentido de que os Papas a pregaram, ligando-a à remissão das penas e os pecados cometidos pelos participantes. E o grito de batalha dos cruzados era: “Deus o quer!”. Uma primeira assimetria é justamente esta: a “jihad” abre diretamente as portas do Paraíso, a cruzada não, porque se entende como parte do processo que pode conduzir ao homem pecador ao Paraíso. Mas há, contudo, outras assimetrias maiores. Sobretudo, a “jihad” é tanto defensiva como agressiva, ou seja, instrumento de difusão da religião islâmica que - recordemos - significa “submissão” a Alá. A cruzada, ao contrário, nasceu só depois de mais de um milênio de cristianismo e com um objetivo limitado: recuperar Jerusalém e a Terra Santa, injustamente ocupadas pelos muçulmanos. Mas é preciso acrescentar que, no curso de uma história plurissecular, houve também cruzadas de expansão, ainda que sem que a idéia original se perdesse completamente.
Você também considera que a “jihad” é co-essencial ao Islã, e afirma que a “cruzada” não é para o cristianismo.
Meschini: É a assimetria mais radical. Como disse, a guerra santa é uma prescrição corânica - e o Alcorão é a Palavra de Alá, eterna e imutável - praticada por Maomé e dotada de toda uma série de regras acessórias. Ainda hoje, para todos os islâmicos, a “jihad” é o “sexto pilar” do Islã, ou seja, um dos preceitos que constituem a identidade de sua religião. Vice-versa, não existe nenhum texto sagrado cristão que fale de uma guerra semelhante, nem o modelo, que é Cristo, a prevê, ao contrário! Por isso, a cruzada, certamente surgida em um contexto cristão, não precisa se repetir em outros contextos cristãos; nem tem a ver com o “kerigma”, “o núcleo” da revelação cristã.
Falar de “jihad” e cruzadas hoje não implica o risco de tornar mais difícil o diálogo entre cristianismo e islã?
Meschini: Qual é o objetivo do diálogo? Eu penso que é conhecer-se melhor e, se é possível, chegar a um nível superior de verdade. Portanto, a verdade, ou ao menos a honestidade intelectual, é uma premissa, ou melhor, uma condição irrenunciável do diálogo. Por isso, eu quis desmascarar alguns comentaristas que, após contorções verbais, tentam camuflar a verdade histórica, jurídica e teológica ligada ao tema da “jihad”.
O que queria dizer o Papa em Ratisbona quando falou do discurso de Manuel II Paleólogo sobre estes temas?
Meschini: Bento XVI foi muito claro: a fé e a verdade podem ser propostas e difundidas só de intelecto a intelecto e de coração a coração, em um mútuo intercâmbio de razão e credo. E, portanto, expandir a própria religião “com a espada” é uma monstruosidade antitética ao “Logos”, à Razão, ou seja, a Deus. E a violenta reação de tantos às suas palavras foi - dramaticamente - uma involuntária, mas “perfeita” resposta de confirmação a seu discurso.
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Mais Novidades
Na edição de ontem do italiano Il Giornale, Andrea Tornielli confirma os rumores dos últimos dias e traz novos detalhes sobre a iminente publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V).
Além de confirmar que o documento já foi assinado pelo Papa Bento XVI, ele afirma que a fundamentação teológica estará amparada num parecer preparado em 1982 pela Congregação para a Doutrina da Fé, que sob o comando do então Cardeal Ratzinger, havia decidido que a utilização dos livros litúrgicos pré-conciliares deveria ser estendida a toda a Igreja, recomendando ainda diversas medidas contra os abusos na liturgia, além de uma possível reunião do antigo e do novo rito.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Novidades do Motu Proprio
No site italiano Petrus, Bruno Volpe afirma que o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) será publicado antes que o Papa Bento XVI saia de Roma para as férias de verão, em Castelgandolfo: "sarà pubbblicato poco prima della partenza di Benedetto XVI per le vacanze estive". Um grande amigo do Papa, Mons. Nicola Bux, afirma que é realmente uma questão dias. Ainda segundo o artigo, o documento está pronto, assinado e na fase final de tradução. Além disso, o motu proprio virá mesmo acompanhado de uma longa carta com todos os fundamentos teológicos da liberação e será apresentado em uma entrevista coletiva dos Cardeais Arinze, Hoyos e Herranz.
A informação de Bruno Volpe vem de encontro com a previsão feita ontem pelo STL Today, de que o documento poderia ser publicado em 14 de julho, data em que São Pio V publicou os textos litúrgicos que deveriam ser utilizados para sempre, no ano de 1570.
Outra informação bastante significativa é a carta do Presidente da Federação Internacional Una Voce, relatando o seu encontro pessoal com o Papa Bento XVI na Audiência da última quarta-feira (13/06/2007). Segundo ele, o Papa teria garantido a publicação iminente do motu proprio.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Algumas sobre o Motu Proprio
Embora da semana passada, as notícias mais recentes sobre o motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) dão conta de que o documento se encontra no departamento de cartas latinas, para tradução.
De outro lado, William Cardozo chamou-me a atenção para esse artigo do jornal paraguaio ABC Color, que destacou as declarações de Mons. Ignacio Gogorza, presidente da Conferência dos Bispos do Paraguai, de que os bispos do Caribe e da América Latina aceitaram por unanimidade o motu proprio anunciado pelo Cardeal Hoyos no CELAM.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Notas & Links
Vista aérea do Thomas Aquinas College
Isso é educação de excelência. Um programa universitário de catholic liberal education baseado nos Great Books, em que os alunos passam 4 anos no paraíso, lendo Homero, Virgílio, Dante e Chaucer. Estudando matemática com os Elementos, de Euclides e o Timeu, de Platão. Fazendo aulas de laboratório com os textos de Aristóteles, Pascal e Einstein. Filosofia e Teologia com Santo Tomás. Música? Boécio e as sonatas de Mozart. E uma intensa vida litúrgica (há também a celebração de Missa Tridentina uma vez ao mês). E você aí, "estudando" o Chico Buarque como grande escritor. Veja o curriculum e fique impressionado.
Um site com locais e horários das Missas Tradicionais (Missa de São Pio V) no mundo inteiro. Atenção: nem todas as indicações estão em comunhão com a Igreja.
A discussão voltou à tona nesses últimos dias. Você acredita que o 3º segredo de Fátima foi revelado integralmente? Alguns rumores interessantes sugerem que não, enquanto outros apostam que sim.
Esse site conta a história dos rosários.
Veja também esse artigo sobre a série Heroes: santidade, fenômenos místicos e milagres.
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
Cardeal Bertone e o Motu Proprio
Depois de mais uma previsão furada neste último fim-de-semana, começam agora a surgir novas confirmações da proximidade da publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Ontem (03/06/2007), no diário italiano Avvenire – jornal oficial da Conferência dos Bispos da Itália -, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, anunciou que "não teremos de esperar muito para vê-lo publicado. O Papa está pessoalmente interessado em que isso aconteça. Ele o explicará em uma carta de acompanhamento, esperando uma serena recepção".
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Amanhã?
No Telegraph de hoje, Damien Thompson afirma que um certo monsenhor, muito próximo ao Papa Bento XVI, teria confirmado a publicação do tão esperado motu proprio levantando as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Quando? Amanhã, dia 2 de junho de 2007.
Já alertamos a respeito de datas exatas e inside informations infalíveis, mas não custa apontar que a dica foi dada pelo insuspeito Fr. Z, que não costuma se empolgar muito com qualquer tipo de palpite. De Roma, ele diz também que esteve ontem à noite com uma fonte MUITO bem informada, segundo a qual o documento já estaria assinado. Amanhã a gente conversa.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Save the Liturgy, Save the World
For the record: o jornal italiano Il Reformista destacou a audiência do Papa Bento XVI com Robert Spaemann no último domingo (ver post abaixo). Reconhecendo que pouco se sabe do que foi tratado, afirma que o professor alemão teria saído do encontro bastante confiante na publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina (Missa de São Pio V) para muito em breve. Segundo o artigo, a promulgação seria ainda para este mês, o que é virtualmente impossível, já que maio se esgota nas próximas horas. Esqueça as previsões exatas. O motu proprio virá. Save the Liturgy, Save the World.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Motu Proprio: Update
Em tempo: O jornal alemão Der Spiegel noticiou ontem (28/05/2007) que o motu proprio para liberação da Missa Tridentina deverá ser publicado ainda nesta semana: "diese Woche"! A fonte é confiável e o fim de maio encaixa-se com o que havia sido prometido pelo Papa a Alice von Hildebrand. A probabilidade real, no entanto, continua a ser um mistério.
Além disso, Shawn Tribe, do The New Liturgical Movement , chama a atenção para o fato de que o Boletim do Vaticano informou neste último domingo (27/05/2007) o encontro do Papa Bento XVI com Robert Spaemann, Professor Emérito da Universidade de Munique e Presidente da Associação Pro Missa Tridentina. É possível que o motu proprio tenha sido discutido.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Novos Rumores do Motu Proprio
Ainda que seja o rumor dos rumores – há quem preveja uma gloriosa publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina para amanhã (29/05/2007), ao final da Peregrinação a Chartres (ver post abaixo). Aliás, veja aqui as fotos mais recentes enviadas pelos peregrinos.
Nesse último fim-de-semana, todos os sites ligados à liturgia tradicional deram destaque ao pronunciamento do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, sobre a questão do motu proprio. Independentemente de todas as ressalvas que possam ser feitas à Fraternidade, o discurso é bastante relevante ao examinar as posições internas conflitantes da Cúria Romana em relação à postura litúrgica tradicional do Papa Bento XVI. As partes 6 e 7 são o ponto central.
quinta-feira, 24 de maio de 2007
Pèlerinage à Chartres
Sábado começa a 25ª Peregrinação a Chartres, realizada anualmente em Pentecostes pelos movimentos tradicionalistas franceses. Os peregrinos saem da Notre Dame de Paris e caminham durante 3 dias as 75 milhas que levam até a Catedral de Chartres.
Nas fotos do ano passado, toda a beleza da reverência e dos atos de piedade.
segunda-feira, 21 de maio de 2007
Truth & Tolerance
Acabo de ler A Idéia Patrística do Anticristo, do Cardeal Newman - que demoraria ainda dez anos para se converter ao catolicismo – e encontrei no apêndice este trecho de uma carta interessante escrita por Samuel Horsley no final do século XVIII:
"Nos tempos do Anticristo, a Igreja de Deus sobre a terra, como bem podemos imaginar, verá fortemente reduzido o número aparente de seus fiéis, em razão da deserção dos poderes deste mundo. Esta deserção começará por uma indiferença a toda forma de cristianismo, sob a aparência de tolerância universal. Mas tal tolerância não procederá de um verdadeiro espírito de caridade e indulgência, mas de um desígnio de minar o cristianismo pela multiplicação e o fomento das seitas. Essa pretensa tolerância irá muito além de uma justa tolerância, inclusive no que toca às diferentes seitas de cristãos. Pois os governos pretenderão ser indiferentes a todas e não darão proteção preferencial a nenhuma. Todas as Igrejas estabelecidas serão deixadas de lado. Da tolerância das mais terríveis heresias passarão logo à tolerância do islamismo, do ateísmo e, por fim, à perseguição explícita da verdade do cristianismo".
Nas meditações da Quaresma deste ano, o Cardeal Giacomo Biffi disse algo parecido, alertando a cúria romana para um anticristo ecumênico, pacifista e ecológico. Foi chamado de louco. Afinal, o verdadeiro apocalipse é o aquecimento global.
Enquanto isso, dê o seu apoio à causa para a canonização de John Henry Cardinal Newman.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Motu Proprio nas Próximas Semanas
Depois do discurso feito em Aparecida – ver post abaixo -, em que informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a intenção do Papa Bento XVI em promulgar o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos anunciou que o documento está previsto para as próximas semanas.
Em entrevista concedida à agência mexicana Notimex e divulgada no periódico Milenio de ontem (17/05/2007), além de prever a publicação do motu proprio para muito em breve, o Cardeal Hoyos destacou que o Papa quer "conservar para a humanidade um tesouro que santificou a Igreja por mais de mil anos: o rito codificado por São Pio V; esse tesouro, essa expressão cultural, essa língua que foi língua da Igreja desde o primeiro momento", ressaltando também que Bento XVI "ama a liturgia" e por isso deseja manter o rito tradicional, segundo os livros de 1962.
Tratando especificamente dos lefebvristas, explicou também que eles "não são cismáticos, têm apenas uma suspensão os sacerdotes por exercer de forma ilícita e os bispos excomungados, porque ao ordenar outros bispos sem permissão de Roma, têm este castigo latae sententiae (no momento)".
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Motu Proprio no CELAM: “É chegado o tempo”
A notícia não poderia ser mais animadora. Em discurso feito anteontem (14/05/2007) no CELAM, em Aparecida, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a iminente intenção do Santo Padre em promulgar um motu proprio para a liberação da Missa Tridentina e da liturgia tradicional. O Cardeal Hoyos é Presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, criada pelo Papa João Paulo II para acolher os fiéis tradicionalistas que desejavam permanecer em comunhão com a Igreja, quando da excomunhão do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, em 1988.
O discurso é muito sereno e percebe-se claramente que o Cardeal não está debatendo a questão ou pedindo qualquer opinião dos bispos. Ao contrário, ele parece apenas comunicar um fato iminente, a pedido do próprio Papa Bento XVI, que havia preparado o terreno na semana anterior, com suas contundentes intervenções sobre os abusos na liturgia e a doutrina tradicional da Igreja, conforme tratei no post abaixo.
Seguem abaixo os trechos mais importantes do discurso do Cardeal Hoyos, em Aparecida:
"(...) Na verdade, trata-se de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer colocar à disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à antiga liturgia. A recuperação dessa riqueza une-se à não menos preciosa da atual liturgia da Igreja.
Por essas razões, o santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII, em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por essa razão o Santo Padre pensa que é chegado o tempo de facilitar, como havia querido a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia, fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. (...)" (os destaques são meus).
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segunda-feira, 14 de maio de 2007
A Visita do Papa
Tocou a piaga dos abusos na liturgia: na Catedral da Sé, falou da necessidade de "devolver à Liturgia o seu caráter sagrado. É com esta finalidade que o meu Venerável predecessor na Cátedra de Pedro, João Paulo II, quis renovar ‘um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística’ (...) ‘A liturgia jamais é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios’ (Carta encl. Ecclesia de Eucharistia, n. 52). Redescobrir e valorizar a obediência às normas litúrgicas por parte dos Bispos, como ‘moderadores da vida litúrgica da Igreja’, significa testemunhar a própria Igreja, una e universal que preside na caridade".
E também na Missa de canonização de Santo Antônio de Sant’anna Galvão, lembrou os fiéis de que "na Sagrada Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja (...). Eles (os cristãos) devem poder conhecer a fé da Igreja, através dos seus ministros ordenados, pela exemplaridade com que estes cumprem os ritos prescritos que estão sempre a indicar na liturgia eucarística o cerne de toda obra de evangelização. Por sua vez, os fiéis devem procurar receber e reverenciar o Santíssimo Sacramento com piedade e devoção".
Foi acusado de obscurantismo. Estranho seria se o compreendessem, que o orgulho é uma coisa terrível. A vinda do Papa foi um chamado à santidade.
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quarta-feira, 9 de maio de 2007
segunda-feira, 7 de maio de 2007
A Polêmica do Limbo
Sobre as besteiras que andam sendo ditas sobre o limbo. O tão falado estudo feito pela ITC – International Theological Comission não é um documento papal nem possui natureza de Magistério da Igreja e, portanto, não poderia nunca "abolir a existência do limbo". A bem da verdade, o parecer - divulgado com o aval do Papa - conclui que deve haver esperança na salvação das crianças mortas sem o sacramento do Batismo, mas afirma também que o limbo permanece uma opinião teológica possível. Ou seja, nada além do que já dizia o Catecismo: "Quanto às crianças, mortas sem Batismo, a Igreja na sua liturgia confia-as à misericórdia de Deus".
sexta-feira, 4 de maio de 2007
O Motu Proprio
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