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quinta-feira, 2 de agosto de 2007

Imperdível

Pontifical College Josephinum
A conferência anual da Society for Catholic Liturgy acontecerá entre os dias 20 a 23 de setembro, no Pontifical College Josephinum, que fica em Columbus, Ohio (EUA). O tema será "Bento XVI e a Sagrada Liturgia" e a dinâmica funcionará com palestras e workshops intercalados a concertos de música sacra e aos ofícios litúrgicos, inclusive as missas solenes. Ou seja, o Paraíso neste mundo.
Veja aqui a brochura com todas as informações, inclusive taxas de inscrição e acomodação. A programação completa você encontra aqui, mas não custa adiantar algumas palestras:
"The Whence and Whither of the Kiss of Peace in the Roman Rite" - Dr. Michael P. Foley, Baylor University, Waco, TX.
"Sacramental Mysticism: The Teaching of Pope Benedict and the Experience of the Saints" – Dr. Anthony Lilles, St John Vianney Theological Seminary, Denver, CO.
"Ad cenam Agni providi with Plainsong and Polyphony" – Dr. Helen Harrison.
"A City of God: Ratzinger at Regensburg" – Dr. Conrad Donakowski, University of Michigan (emeritus), Ann Arbor, MI.
"Tears in the Liturgy: Lachrymosity in the Missale Romanum since 1962" – Dr. Stephen Mirarchi, Kenrick-Glennon Seminary, St Louis, MO.
"Manifesting Heaven: Architectural Solutions for The Spirit of the Liturgy" - Matthew G. Alderman, Intern Architect, NY.
"Facing East: Is It a Liturgical Practice that Must Be Revisited Today?" – Sr. Madeline Grace, University of St Thomas, Houston, TX.
"A Hermeneutic of Continuity for 20th Century Sacred Music" - Philip Carl Smith, The University of Notre Dame, Notre Dame, IN.

segunda-feira, 23 de julho de 2007

terça-feira, 17 de julho de 2007

O Papa e a Missa Tridentina

Há uma matéria interessante no Catholic World News, afirmando que o Papa Bento XVI utiliza regularmente o missal de 1962 (forma extraordinária do rito romano) na celebração de suas missas privadas. Segundo informa o The New Liturgical Movement, a possibilidade foi inicialmente levantada depois de uma missa pública – na forma ordinária – em que o Sumo Pontífice teria se valido de uma rubrica da liturgia tradicional: segundo consta, ele ajoelhou-se antes de elevar a hóstia consagrada. Segundo fontes nossas, haveria também a possibilidade do Papa publicamente celebrar uma Missa Tridentina (forma extraordinária do rito romano) na festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro de 2007, quando entrará em vigor o Motu Proprio Summorum Pontificum, que levantou toda e qualquer restrição sobre a liturgia tradicional.

sexta-feira, 18 de maio de 2007

Motu Proprio nas Próximas Semanas

Depois do discurso feito em Aparecida – ver post abaixo -, em que informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a intenção do Papa Bento XVI em promulgar o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos anunciou que o documento está previsto para as próximas semanas.
Em entrevista concedida à agência mexicana Notimex e divulgada no periódico Milenio de ontem (17/05/2007), além de prever a publicação do motu proprio para muito em breve, o Cardeal Hoyos destacou que o Papa quer "conservar para a humanidade um tesouro que santificou a Igreja por mais de mil anos: o rito codificado por São Pio V; esse tesouro, essa expressão cultural, essa língua que foi língua da Igreja desde o primeiro momento", ressaltando também que Bento XVI "ama a liturgia" e por isso deseja manter o rito tradicional, segundo os livros de 1962.
Tratando especificamente dos lefebvristas, explicou também que eles "não são cismáticos, têm apenas uma suspensão os sacerdotes por exercer de forma ilícita e os bispos excomungados, porque ao ordenar outros bispos sem permissão de Roma, têm este castigo latae sententiae (no momento)".

quinta-feira, 17 de maio de 2007

Motu Proprio no CELAM: “É chegado o tempo”

A notícia não poderia ser mais animadora. Em discurso feito anteontem (14/05/2007) no CELAM, em Aparecida, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a iminente intenção do Santo Padre em promulgar um motu proprio para a liberação da Missa Tridentina e da liturgia tradicional. O Cardeal Hoyos é Presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, criada pelo Papa João Paulo II para acolher os fiéis tradicionalistas que desejavam permanecer em comunhão com a Igreja, quando da excomunhão do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, em 1988.
O discurso é muito sereno e percebe-se claramente que o Cardeal não está debatendo a questão ou pedindo qualquer opinião dos bispos. Ao contrário, ele parece apenas comunicar um fato iminente, a pedido do próprio Papa Bento XVI, que havia preparado o terreno na semana anterior, com suas contundentes intervenções sobre os abusos na liturgia e a doutrina tradicional da Igreja, conforme tratei no post abaixo.
Seguem abaixo os trechos mais importantes do discurso do Cardeal Hoyos, em Aparecida:
"(...) Na verdade, trata-se de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer colocar à disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à antiga liturgia. A recuperação dessa riqueza une-se à não menos preciosa da atual liturgia da Igreja.
Por essas razões, o santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII, em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por essa razão o Santo Padre pensa que é chegado o tempo de facilitar, como havia querido a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia, fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. (...)" (os destaques são meus).

segunda-feira, 14 de maio de 2007

A Visita do Papa

Desafiando a intolerância mal disfarçada da intelligentsia brasileira, o Papa Bento XVI teve uma passagem gloriosa pelo país. Foi paciente com os vexames diplomáticos e a falta de educação da cúpula presidencial e reafirmou toda a doutrina com contundência e serenidade. Não, não se mata em nome da liberdade individual. E não, hedonismo não é liberdade. A Igreja não deve render culto à ideologia e a interesses partidários. E exortou os bispos a uma dolorosa obediência a Roma.
Tocou a piaga dos abusos na liturgia: na Catedral da Sé, falou da necessidade de "devolver à Liturgia o seu caráter sagrado. É com esta finalidade que o meu Venerável predecessor na Cátedra de Pedro, João Paulo II, quis renovar ‘um veemente apelo para que as normas litúrgicas sejam observadas, com grande fidelidade, na celebração eucarística’ (...) ‘A liturgia jamais é propriedade privada de alguém, nem do celebrante, nem da comunidade onde são celebrados os santos mistérios’ (Carta encl. Ecclesia de Eucharistia, n. 52). Redescobrir e valorizar a obediência às normas litúrgicas por parte dos Bispos, como ‘moderadores da vida litúrgica da Igreja’, significa testemunhar a própria Igreja, una e universal que preside na caridade".
E também na Missa de canonização de Santo Antônio de Sant’anna Galvão, lembrou os fiéis de que "na Sagrada Eucaristia está contido todo o bem espiritual da Igreja (...). Eles (os cristãos) devem poder conhecer a fé da Igreja, através dos seus ministros ordenados, pela exemplaridade com que estes cumprem os ritos prescritos que estão sempre a indicar na liturgia eucarística o cerne de toda obra de evangelização. Por sua vez, os fiéis devem procurar receber e reverenciar o Santíssimo Sacramento com piedade e devoção".
Foi acusado de obscurantismo. Estranho seria se o compreendessem, que o orgulho é uma coisa terrível. A vinda do Papa foi um chamado à santidade.