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segunda-feira, 23 de julho de 2007
terça-feira, 17 de julho de 2007
O Papa e a Missa Tridentina
Há uma matéria interessante no Catholic World News, afirmando que o Papa Bento XVI utiliza regularmente o missal de 1962 (forma extraordinária do rito romano) na celebração de suas missas privadas. Segundo informa o The New Liturgical Movement, a possibilidade foi inicialmente levantada depois de uma missa pública – na forma ordinária – em que o Sumo Pontífice teria se valido de uma rubrica da liturgia tradicional: segundo consta, ele ajoelhou-se antes de elevar a hóstia consagrada.
Segundo fontes nossas, haveria também a possibilidade do Papa publicamente celebrar uma Missa Tridentina (forma extraordinária do rito romano) na festa da Exaltação da Santa Cruz, em 14 de setembro de 2007, quando entrará em vigor o Motu Proprio Summorum Pontificum, que levantou toda e qualquer restrição sobre a liturgia tradicional.
sábado, 7 de julho de 2007
O Motu Proprio: Deo Grátias
Deo grátias! Foi hoje publicado o Motu Proprio Summorum Pontificum, levantando todas as restrições sobre a liturgia pré-conciliar (a chamada Missa Tridentina – Missa de São Pio V).
Apenas alguns breves comentários: (i) a Missa Tradicional poderá ser celebrada por qualquer sacerdote, sem necessidade de autorização do Bispo Diocesano; (ii) as prescrições passam a vigorar já a partir de 14 de setembro de 2007; (iii) os Bispos não terão o poder de vetar as celebrações; (iv) não foi estabelecido um número mínimo de fiéis para que seja atendido o pedido de celebração da Missa Tradicional em cada Paróquia; e (v) não haverá período experimental.
Veja aqui o texto oficial em latim. Não está ainda disponível a tradução do documento em português, mas já há a versão em espanhol e em inglês. Como era esperado, o motu proprio veio acompanhado de uma carta do Santo Padre aos Bispos Diocesanos:
"Amados Irmãos no Episcopado,
Com grande confiança e esperança, coloco nas vossas mãos de Pastores o texto duma nova Carta Apostólica «Motu Proprio data» sobre o uso da liturgia romana anterior à reforma realizada em 1970. O documento é fruto de longas reflexões, múltiplas consultas e de oração.
Notícias e juízos elaborados sem suficiente informação criaram não pouca confusão. Há reacções muito divergentes entre si que vão de uma entusiasta aceitação até uma férrea oposição a respeito de um projecto cujo conteúdo na realidade não era conhecido.
Contrapunham-se de forma mais directa a este documento dois temores, dos quais me quero ocupar um pouco mais detalhadamente nesta carta.
Em primeiro lugar, há o temor de que seja aqui afectada a autoridade do Concílio Vaticano II e que uma das suas decisões essenciais – a reforma litúrgica – seja posta em dúvida. Tal receio não tem fundamento. A este respeito, é preciso antes de mais afirmar que o Missal publicado por Paulo VI, e reeditado em duas sucessivas edições por João Paulo II, obviamente é e permanece a Forma normal – a Forma ordinária – da Liturgia Eucarística. A última versão do Missale Romanum, anterior ao Concílio, que foi publicada sob a autoridade do Papa João XXIII em 1962 e utilizada durante o Concílio, poderá, por sua vez, ser usada como Forma extraordinária da Celebração Litúrgica. Não é apropriado falar destas duas versões do Missal Romano como se fossem «dois ritos». Trata-se, antes, de um duplo uso do único e mesmo Rito.
Quanto ao uso do Missal de 1962, como Forma extraordinária da Liturgia da Missa, quero chamar a atenção para o facto de que este Missal nunca foi juridicamente ab-rogado e, consequentemente, em princípio sempre continuou permitido. Na altura da introdução do novo Missal, não pareceu necessário emanar normas próprias para um possível uso do Missal anterior. Supôs-se, provavelmente, que se trataria de poucos casos individuais que seriam resolvidos um a um na sua situação concreta. Bem depressa, porém, se constatou que não poucos continuavam fortemente ligados a este uso do Rito Romano que, desde a infância, se lhes tornara familiar. Isto aconteceu sobretudo em países onde o movimento litúrgico tinha dado a muitas pessoas uma formação litúrgica notável e uma profunda e íntima familiaridade com a Forma anterior da Celebração Litúrgica. Todos sabemos que, no movimento guiado pelo Arcebispo Lefebvre, a fidelidade ao Missal antigo apareceu como um sinal distintivo externo; mas as razões da divisão, que então nascia, encontravam-se a maior profundidade. Muitas pessoas, que aceitavam claramente o carácter vinculante do Concílio Vaticano II e que eram fiéis ao Papa e aos Bispos, desejavam contudo reaver também a forma, que lhes era cara, da sagrada Liturgia; isto sucedeu antes de mais porque, em muitos lugares, se celebrava não se atendo de maneira fiel às prescrições do novo Missal, antes consideravam-se como que autorizados ou até obrigados à criatividade, o que levou frequentemente a deformações da Liturgia no limite do suportável. Falo por experiência, porque também eu vivi aquele período com todas as suas expectativas e confusões. E vi como foram profundamente feridas, pelas deformações arbitrárias da Liturgia, pessoas que estavam totalmente radicadas na fé da Igreja.
Por isso, o Papa João Paulo II viu-se obrigado a estabelecer, através do Motu Proprio «Ecclesia Dei» de 2 de Julho de 1988, um quadro normativo para o uso do Missal de 1962, que no entanto não contém prescrições detalhadas, mas fazia apelo, de forma mais geral, à generosidade dos Bispos para com as «justas aspirações» dos fiéis que requeriam este uso do Rito Romano. Naquela altura, o Papa queria assim ajudar sobretudo a Fraternidade São Pio X a encontrar de novo a plena unidade com o Sucessor de Pedro, procurando curar uma ferida que se ia fazendo sentir sempre mais dolorosamente. Até agora, infelizmente, esta reconciliação não se conseguiu; todavia várias comunidades utilizaram com gratidão as possibilidades deste Motu Proprio. Continuava aberta, porém, a difícil questão do uso do Missal de 1962 fora destes grupos, para os quais faltavam precisas normas jurídicas, antes de mais porque, nestes casos, frequentemente os Bispos temiam que a autoridade do Concílio fosse posta em dúvida. Logo a seguir ao Concílio Vaticano II podia-se supor que o pedido do uso do Missal de 1962 se limitasse à geração mais idosa que tinha crescido com ele, mas entretanto vê-se claramente que também pessoas jovens descobrem esta forma litúrgica, sentem-se atraídas por ela e nela encontram uma forma, que lhes resulta particularmente apropriada, de encontro com o Mistério da Santíssima Eucaristia. Surgiu assim a necessidade duma regulamentação jurídica mais clara, que, no tempo do Motu Proprio de 1988, não era previsível; estas Normas pretendem também libertar os Bispos do dever de avaliar sempre de novo como hão-de responder às diversas situações.
Em segundo lugar, nas discussões à volta do esperado Motu Proprio, manifestou-se o temor de que uma possibilidade mais ampla do uso do Missal de 1962 levasse a desordens ou até a divisões nas comunidades paroquiais. Também este receio não me parece realmente fundado. O uso do Missal antigo pressupõe um certo grau de formação litúrgica e o conhecimento da língua latina; e quer uma quer outro não é muito frequente encontrá-los. Por estes pressupostos concretos, já se vê claramente que o novo Missal permanecerá, certamente, a Forma ordinária do Rito Romano, não só porque o diz a normativa jurídica, mas também por causa da situação real em que se encontram as comunidades de fiéis.
É verdade que não faltam exageros e algumas vezes aspectos sociais indevidamente vinculados com a atitude de fiéis ligados à antiga tradição litúrgica latina. A vossa caridade e prudência pastoral hão-de ser estímulo e guia para um aperfeiçoamento. Aliás, as duas Formas do uso do Rito Romano podem enriquecer-se mutuamente: no Missal antigo poderão e deverão ser inseridos novos santos e alguns dos novos prefácios. A Comissão «Ecclesia Dei», em contacto com os diversos entes devotados ao usus antiquior, estudará as possibilidades práticas de o fazer. E, na celebração da Missa segundo o Missal de Paulo VI, poder-se-á manifestar, de maneira mais intensa do que frequentemente tem acontecido até agora, aquela sacralidade que atrai muitos para o uso antigo. A garantia mais segura que há de o Missal de Paulo VI poder unir as comunidades paroquiais e ser amado por elas é celebrar com grande reverência em conformidade com as rubricas; isto torna visível a riqueza espiritual e a profundidade teológica deste Missal.
Cheguei assim à razão positiva que me motivou para actualizar através deste Motu Proprio o de 1988. Trata-se de chegar a uma reconciliação interna no seio da Igreja. Olhando para o passado, para as divisões que no decurso dos séculos dilaceraram o Corpo de Cristo, tem-se continuamente a impressão de que, em momentos críticos quando a divisão estava a nascer, não fora feito o suficiente por parte dos responsáveis da Igreja para manter ou reconquistar a reconciliação e a unidade; fica-se com a impressão de que as omissões na Igreja tenham a sua parte de culpa no facto de tais divisões se terem podido consolidar. Esta sensação do passado impõe-nos hoje uma obrigação: realizar todos os esforços para que todos aqueles que nutrem verdadeiramente o desejo da unidade tenham possibilidades de permanecer nesta unidade ou de encontrá-la de novo. Vem-me à mente uma frase da segunda carta aos Coríntios, quando Paulo escreve: «Falámo-vos com toda a liberdade, ó Coríntios. O nosso coração abriu-se plenamente. Há nele muito lugar para vós, enquanto no vosso não há lugar para nós (…): pagai-nos na mesma moeda, abri também vós largamente o vosso coração» (2 Cor 6, 11-13). É certo que Paulo fala noutro contexto, mas o seu convite pode e deve tocar-nos também a nós, precisamente neste tema. Abramos generosamente o nosso coração e deixemos entrar tudo aquilo a que a própria fé dá espaço.
Não existe qualquer contradição entre uma edição e outra do Missale Romanum. Na história da Liturgia, há crescimento e progresso, mas nenhuma ruptura. Aquilo que para as gerações anteriores era sagrado, permanece sagrado e grande também para nós, e não pode ser de improviso totalmente proibido ou mesmo prejudicial. Faz-nos bem a todos conservar as riquezas que foram crescendo na fé e na oração da Igreja, dando-lhes o justo lugar. Obviamente, para viver a plena comunhão, também os sacerdotes das Comunidades aderentes ao uso antigo não podem, em linha de princípio, excluir a celebração segundo os novos livros. De facto, não seria coerente com o reconhecimento do valor e da santidade do novo rito a exclusão total do mesmo.
Em conclusão, amados Irmãos, tenho a peito sublinhar que as novas normas não diminuem de modo algum a vossa autoridade e responsabilidade sobre a liturgia nem sobre a pastoral dos vossos fiéis. Com efeito, cada Bispo é o moderador da liturgia na própria diocese (cf. Sacrosanctum Concilium, n.º 22: «Sacræ Liturgiæ moderatio ab Ecclesiæ auctoritate unice pendet quæ quidem est apud Apostolicam Sedem et, ad normam iuris, apud Episcopum»).
Por conseguinte, nada se tira à autoridade do Bispo, cuja tarefa, em todo o caso, continuará a ser a de vigiar para que tudo se desenrole em paz e serenidade. Se por hipótese surgisse qualquer problema que o pároco não pudesse resolver, sempre poderia o Ordinário local intervir, mas em plena harmonia com quanto estabelecido pelas novas normas do Motu Propio.
Além disso, convido-vos, amados Irmãos, a elaborar para a Santa Sé um relatório sobre as vossas experiências, três anos depois da entrada em vigor deste Motu Proprio. Se verdadeiramente tiverem surgido sérias dificuldades, poder-se-á procurar meios para lhes dar remédio.
Amados Irmãos, com ânimo grato e confiante, entrego ao vosso coração de Pastores estas páginas e as normas do Motu Proprio. Tenhamos sempre presente as palavras dirigidas pelo Apóstolo Paulo aos anciãos de Éfeso: «Tomai cuidado convosco e com todo o rebanho, do qual o Espírito Santo vos constituiu vigilantes para apascentardes a Igreja de Deus, que Ele adquiriu com o sangue do seu próprio Filho» (Act 20, 28).
Confio à poderosa intercessão de Maria, Mãe da Igreja, estas novas normas e de coração concedo a minha Bênção Apostólica a vós, amados Irmãos, aos párocos das vossas dioceses, e a todos os sacerdotes, vossos colaboradores, como também a todos os vossos fiéis.
Dado em Roma, junto de São Pedro, no dia 7 de Julho de 2007.
BENEDICTUS PP. XVI".
sexta-feira, 6 de julho de 2007
Boletim Oficial do Vaticano: Motu Proprio Amanhã
O Boletim de Imprensa da Santa Sé confirmou hoje (06/07/2007) que o Motu Proprio Summorum Pontificum, sobre a liturgia tradicional pré-conciliar (missa Tridentina – Missa de São Pio V), será publicado amanhã, 07 de julho de 2007, acompanhado de uma carta explicativa do Santo Padre. Os textos ficarão à disposição dos jornalistas das 9:00h às 12:00h (horário de Roma).
Amanhã, aqui, tudo sobre o motu proprio.
quarta-feira, 4 de julho de 2007
Motu Proprio Summorum Pontificum
Conforme veiculou hoje a agência de notícias francesa I. Media, (é preciso ser cadastrado para acessar o inteiro teor do texto), Summorum Pontificum é o nome do motu proprio que irá levantar as restrições sobre a chamada Missa Tridentina (Missa de São Pio V) e os demais sacramentos do rito romano tradicional. O site confirma a publicação para o próximo sábado, 07 de julho de 2007.
quinta-feira, 28 de junho de 2007
Vaticano confirma o Motu Proprio
Foi hoje (28/06/2007) noticiada em comunicado oficial da Santa Sé a reunião de ontem (ver post abaixo), em que o Santo Padre apresentou a 30 Bispos o motu proprio que irá levantar as restrições sobre a chamada Missa Tridentina (Missa de São Pio V). E ainda melhor: o comunicado confirma a publicação do documento para os próximos dias.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Motu Proprio: 07/07/2007
UPDATED: Do site alemão Kath.net, vem a notícia quentíssima: nesta quarta-feira (27/06/2007), o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, apresentou a 30 Bispos do mundo inteiro o motu proprio - já assinado - que irá levantar as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V).
A reunião aconteceu na Sala Bologna do Palácio Apostólico e teve também a participação do Papa Bento XVI. O documento tem 3 páginas e a sua publicação está prevista para o dia 7 de julho de 2007. As mesmas informações foram confirmadas hoje por Bruno Volpe, no Petrus, e pelo periódico francês La-Croix.
segunda-feira, 25 de junho de 2007
segunda-feira, 18 de junho de 2007
Mais Novidades
Na edição de ontem do italiano Il Giornale, Andrea Tornielli confirma os rumores dos últimos dias e traz novos detalhes sobre a iminente publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V).
Além de confirmar que o documento já foi assinado pelo Papa Bento XVI, ele afirma que a fundamentação teológica estará amparada num parecer preparado em 1982 pela Congregação para a Doutrina da Fé, que sob o comando do então Cardeal Ratzinger, havia decidido que a utilização dos livros litúrgicos pré-conciliares deveria ser estendida a toda a Igreja, recomendando ainda diversas medidas contra os abusos na liturgia, além de uma possível reunião do antigo e do novo rito.
sexta-feira, 15 de junho de 2007
Novidades do Motu Proprio
No site italiano Petrus, Bruno Volpe afirma que o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) será publicado antes que o Papa Bento XVI saia de Roma para as férias de verão, em Castelgandolfo: "sarà pubbblicato poco prima della partenza di Benedetto XVI per le vacanze estive". Um grande amigo do Papa, Mons. Nicola Bux, afirma que é realmente uma questão dias. Ainda segundo o artigo, o documento está pronto, assinado e na fase final de tradução. Além disso, o motu proprio virá mesmo acompanhado de uma longa carta com todos os fundamentos teológicos da liberação e será apresentado em uma entrevista coletiva dos Cardeais Arinze, Hoyos e Herranz.
A informação de Bruno Volpe vem de encontro com a previsão feita ontem pelo STL Today, de que o documento poderia ser publicado em 14 de julho, data em que São Pio V publicou os textos litúrgicos que deveriam ser utilizados para sempre, no ano de 1570.
Outra informação bastante significativa é a carta do Presidente da Federação Internacional Una Voce, relatando o seu encontro pessoal com o Papa Bento XVI na Audiência da última quarta-feira (13/06/2007). Segundo ele, o Papa teria garantido a publicação iminente do motu proprio.
segunda-feira, 11 de junho de 2007
Algumas sobre o Motu Proprio
Embora da semana passada, as notícias mais recentes sobre o motu proprio que levantará as restrições sobre a celebração da Missa Tridentina (Missa de São Pio V) dão conta de que o documento se encontra no departamento de cartas latinas, para tradução.
De outro lado, William Cardozo chamou-me a atenção para esse artigo do jornal paraguaio ABC Color, que destacou as declarações de Mons. Ignacio Gogorza, presidente da Conferência dos Bispos do Paraguai, de que os bispos do Caribe e da América Latina aceitaram por unanimidade o motu proprio anunciado pelo Cardeal Hoyos no CELAM.
quarta-feira, 6 de junho de 2007
Notas & Links
Vista aérea do Thomas Aquinas College
Isso é educação de excelência. Um programa universitário de catholic liberal education baseado nos Great Books, em que os alunos passam 4 anos no paraíso, lendo Homero, Virgílio, Dante e Chaucer. Estudando matemática com os Elementos, de Euclides e o Timeu, de Platão. Fazendo aulas de laboratório com os textos de Aristóteles, Pascal e Einstein. Filosofia e Teologia com Santo Tomás. Música? Boécio e as sonatas de Mozart. E uma intensa vida litúrgica (há também a celebração de Missa Tridentina uma vez ao mês). E você aí, "estudando" o Chico Buarque como grande escritor. Veja o curriculum e fique impressionado.
Um site com locais e horários das Missas Tradicionais (Missa de São Pio V) no mundo inteiro. Atenção: nem todas as indicações estão em comunhão com a Igreja.
A discussão voltou à tona nesses últimos dias. Você acredita que o 3º segredo de Fátima foi revelado integralmente? Alguns rumores interessantes sugerem que não, enquanto outros apostam que sim.
Esse site conta a história dos rosários.
Veja também esse artigo sobre a série Heroes: santidade, fenômenos místicos e milagres.
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segunda-feira, 4 de junho de 2007
Cardeal Bertone e o Motu Proprio
Depois de mais uma previsão furada neste último fim-de-semana, começam agora a surgir novas confirmações da proximidade da publicação do motu proprio que levantará as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Ontem (03/06/2007), no diário italiano Avvenire – jornal oficial da Conferência dos Bispos da Itália -, o Secretário de Estado do Vaticano, Cardeal Bertone, anunciou que "não teremos de esperar muito para vê-lo publicado. O Papa está pessoalmente interessado em que isso aconteça. Ele o explicará em uma carta de acompanhamento, esperando uma serena recepção".
sexta-feira, 1 de junho de 2007
Amanhã?
No Telegraph de hoje, Damien Thompson afirma que um certo monsenhor, muito próximo ao Papa Bento XVI, teria confirmado a publicação do tão esperado motu proprio levantando as restrições sobre a Missa Tridentina (Missa de São Pio V). Quando? Amanhã, dia 2 de junho de 2007.
Já alertamos a respeito de datas exatas e inside informations infalíveis, mas não custa apontar que a dica foi dada pelo insuspeito Fr. Z, que não costuma se empolgar muito com qualquer tipo de palpite. De Roma, ele diz também que esteve ontem à noite com uma fonte MUITO bem informada, segundo a qual o documento já estaria assinado. Amanhã a gente conversa.
quinta-feira, 31 de maio de 2007
Save the Liturgy, Save the World
For the record: o jornal italiano Il Reformista destacou a audiência do Papa Bento XVI com Robert Spaemann no último domingo (ver post abaixo). Reconhecendo que pouco se sabe do que foi tratado, afirma que o professor alemão teria saído do encontro bastante confiante na publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina (Missa de São Pio V) para muito em breve. Segundo o artigo, a promulgação seria ainda para este mês, o que é virtualmente impossível, já que maio se esgota nas próximas horas. Esqueça as previsões exatas. O motu proprio virá. Save the Liturgy, Save the World.
terça-feira, 29 de maio de 2007
Motu Proprio: Update
Em tempo: O jornal alemão Der Spiegel noticiou ontem (28/05/2007) que o motu proprio para liberação da Missa Tridentina deverá ser publicado ainda nesta semana: "diese Woche"! A fonte é confiável e o fim de maio encaixa-se com o que havia sido prometido pelo Papa a Alice von Hildebrand. A probabilidade real, no entanto, continua a ser um mistério.
Além disso, Shawn Tribe, do The New Liturgical Movement , chama a atenção para o fato de que o Boletim do Vaticano informou neste último domingo (27/05/2007) o encontro do Papa Bento XVI com Robert Spaemann, Professor Emérito da Universidade de Munique e Presidente da Associação Pro Missa Tridentina. É possível que o motu proprio tenha sido discutido.
segunda-feira, 28 de maio de 2007
Novos Rumores do Motu Proprio
Ainda que seja o rumor dos rumores – há quem preveja uma gloriosa publicação do motu proprio liberando a Missa Tridentina para amanhã (29/05/2007), ao final da Peregrinação a Chartres (ver post abaixo). Aliás, veja aqui as fotos mais recentes enviadas pelos peregrinos.
Nesse último fim-de-semana, todos os sites ligados à liturgia tradicional deram destaque ao pronunciamento do Superior Geral da Fraternidade São Pio X, Bernard Fellay, sobre a questão do motu proprio. Independentemente de todas as ressalvas que possam ser feitas à Fraternidade, o discurso é bastante relevante ao examinar as posições internas conflitantes da Cúria Romana em relação à postura litúrgica tradicional do Papa Bento XVI. As partes 6 e 7 são o ponto central.
sexta-feira, 18 de maio de 2007
Motu Proprio nas Próximas Semanas
Depois do discurso feito em Aparecida – ver post abaixo -, em que informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a intenção do Papa Bento XVI em promulgar o motu proprio para a liberação da Missa Tridentina, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos anunciou que o documento está previsto para as próximas semanas.
Em entrevista concedida à agência mexicana Notimex e divulgada no periódico Milenio de ontem (17/05/2007), além de prever a publicação do motu proprio para muito em breve, o Cardeal Hoyos destacou que o Papa quer "conservar para a humanidade um tesouro que santificou a Igreja por mais de mil anos: o rito codificado por São Pio V; esse tesouro, essa expressão cultural, essa língua que foi língua da Igreja desde o primeiro momento", ressaltando também que Bento XVI "ama a liturgia" e por isso deseja manter o rito tradicional, segundo os livros de 1962.
Tratando especificamente dos lefebvristas, explicou também que eles "não são cismáticos, têm apenas uma suspensão os sacerdotes por exercer de forma ilícita e os bispos excomungados, porque ao ordenar outros bispos sem permissão de Roma, têm este castigo latae sententiae (no momento)".
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quinta-feira, 17 de maio de 2007
Motu Proprio no CELAM: “É chegado o tempo”
A notícia não poderia ser mais animadora. Em discurso feito anteontem (14/05/2007) no CELAM, em Aparecida, o Cardeal Darío Castrillón Hoyos informou oficialmente os Bispos da América Latina sobre a iminente intenção do Santo Padre em promulgar um motu proprio para a liberação da Missa Tridentina e da liturgia tradicional. O Cardeal Hoyos é Presidente da Comissão Pontifícia Ecclesia Dei, criada pelo Papa João Paulo II para acolher os fiéis tradicionalistas que desejavam permanecer em comunhão com a Igreja, quando da excomunhão do Arcebispo francês Marcel Lefebvre, em 1988.
O discurso é muito sereno e percebe-se claramente que o Cardeal não está debatendo a questão ou pedindo qualquer opinião dos bispos. Ao contrário, ele parece apenas comunicar um fato iminente, a pedido do próprio Papa Bento XVI, que havia preparado o terreno na semana anterior, com suas contundentes intervenções sobre os abusos na liturgia e a doutrina tradicional da Igreja, conforme tratei no post abaixo.
Seguem abaixo os trechos mais importantes do discurso do Cardeal Hoyos, em Aparecida:
"(...) Na verdade, trata-se de uma oferta generosa do Vigário de Cristo que, como expressão de sua vontade pastoral, quer colocar à disposição da Igreja todos os tesouros da liturgia latina que durante séculos nutriu a vida espiritual de tantas gerações de fiéis católicos. O Santo Padre quer conservar os imensos tesouros espirituais, culturais e estéticos ligados à antiga liturgia. A recuperação dessa riqueza une-se à não menos preciosa da atual liturgia da Igreja.
Por essas razões, o santo Padre tem a intenção de estender a toda a Igreja latina a possibilidade de celebrar a Santa Missa e os Sacramentos segundo os livros litúrgicos promulgados pelo Beato João XXIII, em 1962. Por esta liturgia, que nunca foi abolida, e que , como dissemos, é considerada um tesouro, existe hoje um novo e renovado interesse e, também por essa razão o Santo Padre pensa que é chegado o tempo de facilitar, como havia querido a primeira Comissão Cardinalícia em 1986, o acesso a esta liturgia, fazendo dela uma forma extraordinária do único rito Romano. (...)" (os destaques são meus).
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sexta-feira, 4 de maio de 2007
O Motu Proprio
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